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Jornal da Tarde, 02/11/2002

Os olhos do dono
José Luis da Conceição/E
Mônica, da Associação Cào-Guia: "O cão precisa desobedecer"
Transformar um cão num guia para deficientes visuais não é tarefa fácil. Mas São Paulo tem uma entidade que cuida disso: a Associação Cão Guia Cego. A educação do cãozinho (pode ser macho ou fêmea) começa cedo: aos 2 meses, ele aprende comandos básicos como "senta", "junto", "deita". Quando chega aos 4 meses, o animal passa a diferenciar obstáculos de altura e largura. A partir daí, enfrenta uma série de situações corriqueiras que são complicadas para os cegos: atravessar a rua, entrar no elevador, subir ou descer uma escada rolante, pegar ônibus. Desse modo, ele também fica apto a desobedecer ordens (o que especialistas chamam de "desobediência inteligente"). Ele detecta o perigo e não cumpre o comando. Mônica Grimaldi, vice-presidente da Associação, afirma que o mais difícil no treinamento é não deixar que os animais tenham o chamado vício de matilha: "Eles não podem ser criados em canis porque precisam pensar que são gente, e não cães. É necessário que eles percam os instintos, que não reajam a outros animais." Labradores e Golden retrievers, as duas raças mais usadas, são cães de caça e adoram correr atrás de passarinhos, por exemplo. A associação funciona com patrocínio de empresas e doa os cães para deficientes cadastrados - a fila de espera para conseguir um animal é de cerca de quatro meses.

 

Endereço: Rua Lavradio, 74, apto. 31B (Perdizes); Tel.: 3667-0288; Horário de atendimento: de 2ª a 6ª, das 9h às 18h (só com hora marcada); Home page: www.vidadecao.com.br
 

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