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Um garçom tentava embarcar com 25 quilos de
cocaína para o Zimbábue quando foi denunciado pelo faro do animal,
em sua sétima apreensão
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Mais um bom trabalho do cão labrador Dick, que "trabalha" na delegacia
da Polícia Federal no Aeroporto de Cumbica, pôs fim à viagem do garçom
Ariberto Jorge da Silva, de 34 anos, que tentava embarcar com cerca de 25
quilos de cocaína para o Zimbábue, na África do Sul, anteontem à noite.
Essa é a sétima - e a maior - apreensão de drogas feita pelo animal em
dois anos de "carreira" na polícia.
A última façanha do labrador ocorreu em dezembro do ano passado. Dick
conseguiu farejar 18 quilos de cocaína em pasta que estavam na bagagem da
comerciante Maria Helena Antunes Gonçalves. Alguns pacotes de café,
castanha de caju, pistache e amendoim que a traficante também levava na
mala não foram suficientes para enganar o cão.
Com essa apreensão, a força-tarefa da Polícia e Receita Federal soma
mais de 200 quilos de cocaína apreendidos somente nesse ano. E totaliza 28
pessoas presas.
"Em quase um ano de força-tarefa, já conseguimos apreender 610 quilos
de pasta de cocaína", disse o delegado Antonio Wagner Gonçalves Castilho.
Também foram apreendidos 17 quilos de heroína e 10 mil comprimidos de
ecstasy. Ao todo, mais de 50 pessoas acabaram detidas.
Placas de computador
Ariberto contou à polícia que nasceu em Caruaru, Pernambuco, mas
morava em São Paulo. Veio para a capital tentar a sorte e estava
desempregado há quatro meses. Acabou conhecendo uma pessoa que lhe
prometeu dinheiro rápido, fácil e certo. Aceitou a proposta de viajar com
a mala carregada de cocaína, frustrada graças à ação do labrador Dick.
A viagem para a cidade de Harare, no Zimbábue, estava marcada para as
18h.
"Os agentes federais já haviam suspeitado dele por causa do seu
nervosismo.
O cão foi uma ferramenta que confirmou a suspeita", disse o assessor
de imprensa da Polícia Federal, o delegado Gilberto Tadeu.
A droga foi encontrada envolta num edredom. O criminoso contou aos
agentes federais que havia recebido a mala fechada. Ele pensou que fossem
placas de computador em vez de cocaína. Segundo Gilberto Tadeu, no começo
do ano, Ariberto já havia viajado para Moçambique.
Com o garçom, foram encontrados US$ 1 mil, que a polícia acredita ser
parte do pagamento pelo serviço. Ele foi autuado por tráfico internacional
de drogas. Se for condenado, poderá pegar entre 3 e 15 anos de prisão.

JOSÉ LUÍS DACAUAZILIQUÁ Jornal da Tarde
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