Cães do Exército na mira das Farc
| Jornal da Tarde, 21/05/2002 |
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão em campanha para exterminar os 230 cães farejadores do Exército, usados para detectar explosivos. Só este ano, os cães descobriram 300 campos minados e 5.200 artefatos explosivos. De acordo com o jornal El Tiempo, a descoberta foi feita durante uma conversa radiofônica entre guerrilheiros, interceptada pelo Exército. Nela, eram oferecidos US$ 450 por cada cachorro morto. A guerrilha vê nos cães um obstáculo no avanço das suas tropas nas zonas de combate. Um destes cães, o labrador Max, morreu em abril junto com seu guia, ao ser atacado com explosivos no Departamento de Antioquia. Os guerrilheiros o distraíram com um pedaço de carne e atacaram a ele e seu dono numa emboscada perto de torres de transmissão que eram vigiadas. Outros dois labradores foram atacados com explosivos na zona petroleira de Caño Limón (Arauca) - um deles morreu. A cadela mais ameaçada é Luna, um pastor alemão de seis anos, considerado o principal cão farejador do Exército da Colômbia.