Aumenta procura por cães farejadores de explosivoS
O Estado de São Paulo, 05/01/2002
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Labradores treinados nos EUA são usados
pelas polícias de 12 países
MATTHEW BARAKAT
FRONT ROYAL, EUA - Encontre uma bomba e você ganhará comida. Descubra uma arma e ganhará mais. Essa é a mensagem que vem sendo repetida sistematicamente aos cães no Centro de Treinamento de Cães da Agência de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo (ATF, pela sigla em inglês), que prepara anualmente cerca de 50 cães da raça Labrador para farejar armas e materiais explosivos. Órgãos policiais do mundo inteiro dependem há muito dos cães farejadores de bombas da ATF, mas a demanda aumentou depois do 11 de setembro. A ATF treina cães para uso dos próprios agentes e de órgãos policiais, municipais, estaduais, federais e internacionais. Atualmente os cães de Front Royal,a cem quilômetros de Washington, são usados por policiais de 38 Estados americanos e 12 países. Os cães são mantidos em padrões estritos. No teste a que são submetidos no fim do treinamento eles recebem 80 amostras, sem nenhuma identificação, e têm de descobrir as 20 que contêm material explosivo. Eles têm o direito de cometer apenas dois erros. Os cães passam 16 semanas aprendendo a identificar cinco compostos com base de nitrogênio que são essenciais em quase todos os explosivos e armas de fogo. Toda vez que descobre um explosivo o cão permanece sentado, quieto, para alertar seu treinador. Se identificar um material explosivo recebe comida como recompensa. Isso significa que o treinador deve praticar com seu cão diariamente, induzindo-o a identificar amostras de explosivos para ganhar suas refeições. A utilização de alimentos como recompensa é diferente dos métodos usados pelo Serviço Alfandegário dos EUA. Os cães que identificam narcóticos e dinheiro reagem arranhando e mordendo a embalagem que contém esses materiais e são recompensados com uma brincadeira de cabo-de-guerra. |
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