fimose canina


A fimose canina é a condição na qual o cão não consegue expor o pênis devido a uma abertura prepucial anormalmente pequena.

A fimose é extremamente indesejável já que, quando da excitação e ereção mesmo parcial, pode resultar em inflamação local e, até que seja diagnosticada e tratada, pode favorecer o acúmulo de sujeira, infecção e secreção fétida percebida, muitas vezes apenas quando o cão passa a se lamber muito e a incomodar o seu proprietário com essa atitude.

Freqüentemente durante os episódios de lambedura, o cão morde o prepúcio, podendo gerar traumatismo na região, infecções, além de complicar a fimose. Não existe tratamento clínico para a fimose, apenas cirúrgico, mas é uma cirurgia relativamente simples feita no sentido de ampliar a abertura prepucial e favorecer a exposição normal do pênis. Pode-se tentar o tratamento homeopático com o cão bem novinho, alternando-se Belladona com Mercurius sol.

O ideal é se observar e se diagnosticar essa condição bem cedo antes que hajam complicações inesperadas, já que durante uma ereção, o cão pode conseguir projetar o pênis pela pequena abertura do prepúcio e não conseguir retraí-lo em seguida, ficando o mesmo preso e estrangulado como num torniquete, correndo o risco de gangrenar. É a parafimose, uma condição muito comum de se receber na clínica - cães jovens ou adultos logo após o coito com o pênis estrangulado, frio, entumecido, escurecido, muitas vezes sujo de terra ou sangrando, gerando muita dor e um desconforto tão grande que assusta o proprietário. Quanto mais rápido o cão chegar à clínica, melhor será o resultado do tratamento. Porém, em casa, já se pode iniciar um tratamento com Apis ou Sulphur até chegar à clínica. Nesses casos, os cães são submetidos a uma tranqüilizarão e inicia-se então uma série de manobras que incluem aplicação de compressas frias e lubrificação até que se consiga voltar com o pênis para dentro do prepúcio. Em muitos casos a cirurgia para alargamento da abertura prepucial se fará necessária e caso não se tome essa decisão imediatamente, o veterinário deve orientar o proprietário que a parafimose é uma condição que, quando não corrigida cirurgicamente, pode voltar a acontecer. 

Por incrível que pareça, alguns cães menos afortunados, só conseguem chamar a atenção para sua condição patológica quando já não têm mais forças, passam a não se alimentar, quando o processo de gangrena já se instalou, ou quando larvas de moscas já invadiram o tecido peniano. Nesses casos, além do risco de vida existe o risco da provável amputação do órgão o que, geralmente leva o proprietário por decidir sacrificar o animal. Não pensem os leitores que se trata de um exagero, mas sim, da crua realidade de alguns animais. 

Devido a isso, chamo a atenção das pessoas que apreciam ter um cão, que é necessário haver muito cuidado e muita atenção com os cães sejam eles de companhia, ou vigias e guardas de residências. Todo cão deve ser inspecionado diariamente e qualquer situação estranha deve ser prontamente atendida. 

Fonte Site - http://www.herancaecologica.com.br/degil/artigos/artigo21.htm 

Autoria do Artigo: Dra. Denise de Mello Bobány
CRMV- RJ- 1415

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