Cresce nos EUA a procura por cães farejadores de dinheiro e bombas
O Estado de São Paulo, 13/11/2001
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Eles são usados nas frentes financeira e de segurança da guerra ao terrorismo
PETER T. KILBORN FRONT ROYAL, EUA - Arquejando, com a cauda agitada e o focinho movendo-se, Angus, um cão labrador preto, anda pelos corredores de um armazém de gêneros alimentícios perto de Front Royal, Estado de Virgínia. De repente ele pára, emocionado, e fareja as fendas de caixas que contêm potes de molho Super Dolce para pizza. Senta-se e fica imóvel como uma esfinge. Entre as caixas de molho para pizza havia outra caixa ondulada, cujo rótulo dizia conterem pacotes de gelatina de laranja Jell-O. Mas não havia gelatina lá dentro. A caixa continha US$ 65 mil em notas de um dólar que o Centro de Amestramento de Cães para Atividades Policiais, do Serviço Alfandegário dos Estados Unidos, em Front Royal, havia escondido para testar o cão. "Bom rapaz, bom rapaz", diz Jeffrey Daft, agente alfandegário e treinador de Angus. O cão tem 2 anos, trabalha para o Serviço Alfandegário e é um astro. "Ele fez descobertas de US$ 2,6 milhões nos últimos oito meses", disse Daft. Antes disso, ele encontrara US$ 370 mil enterrados num refrigerador, 1,8 metro abaixo do nível do piso de um celeiro em Arkansas. Embora eles geralmente estejam atrás do dinheiro de drogas, Angus e Daft têm uma nova missão. Eles começaram a vasculhar aeroportos, portos e fronteiras em busca de dinheiro trocado entre organizações terroristas. Cães são há muito tempo empregados para investigar pacotes suspeitos, caçar criminosos, vigiar imóveis, localizar cadáveres e encontrar drogas. Mas, com a promessa do governo George W. Bush de acabar com os fundos de terroristas, o Serviço Alfandegário prevê que vai aumentar muito a necessidade de cães caça-dinheiro. Tem aumentado a procura por cães farejadores de bombas, principalmente labradores e pastores alemães, entre outros. "Procura não é bem o termo", disse Tony Lavelle, fundador da Associação Internacional de Cães Especializados em Explosivos e dono da companhia californiana Serviços de Apoio à Detecção. "Que tal 'tremenda procura' por cães? Só lidamos com cães especializados em bombas." Michael L. Munson, presidente da Augusta K9 Services (Serviços Caninos Augusta) em Rocky Gap (Virgínia), disse ter vendido 15 cães farejadores de bombas desde os atentados de 11 de setembro. "Geralmente vendemos sete por ano", contou. Munson vende cães treinados por US$ 8 mil cada e cães com o mesmo treinamento que também podem ser usados para patrulhar e seguir pistas, por US$ 10.500. |
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